Espadrilles { na história e nos pés...

Girls! Como a gente aprende nesse lance de montar os posts pro blog! Como as espadrilles, que já apareceram no verão 2011, estão em quase todas as vitrines das coleções do verão 2012, resolvi fazer uma pesquisinha do porquê do nome "Espadrilles" e lógico captar alguns looks pra mostrar no "Modos de Usar", e descobri uma história que eu desconhecia sobre as espadrilles ou alpargatas, que é como a gente conhece no Brasil... Então, hoje o post vai ser mais um daqueles longuinhos, porque vou contar um pouquinho da história de como as espadrilles sobreviveram até hoje, ok! 


Quem é mais antiguinho, ou mais experiente, já usou alpargatas há um bom tempo atrás, mas como na moda tudo sempre tem uma releitura, com esse tipo de sapato não foi diferente, que têm tido seus períodos de altas e baixas desde o século 14! Ééé, desde essa época, soldados espanhóis já usavam espadrilles. Nesta época, eles queimavam um tipo de cacto para confeccionar a sola. Desde seus primórdios, trabalhadores e soldados gostavam das espadrilles pois os fios de juta no solado isolam os pés do frio, calor e umidade.

O espadrille é o sapato com solado de corda. A origem é da Catalunha e data de 600 anos, e o nome francês vem da palavra catalã “esdernya”, que se refere a uma grama resistente usada para tecer as cordas que formam o solado do calçado.


As sandálias ficaram ainda mais populares na Espanha da primeira metade do século XX. Os operários rurais usavam-nas para trabalhos agrários. No fim da década de 1950, no entanto, a área rural espahola passou por uma onda de industrialização e os trabalhadores que usavam as espadrilles passaram a ter empregos em fábricas – e portanto não precisavam mais das sandálias confortáveis e rústicas, ideiais para ficar sob o sol. Muitas das confecções (que ficavam em grande parte, nas regiões da Catalunia e Basca), acabaram fechando.

Mas uma delas não. A fábrica da família Castañer continuou funcionando – e funciona até hoje. Com isso, foi uma das responsáveis pelo “status” que a espadrille tem hoje. A família tinha a fábrica desde a década de 1920. Nos anos 60, quando se deu a grande “crise” dessas alpargatas, eles não quiseram fechar, nem mudar de negócio. Em vez disso, esforçaram-se pela sobrevivência, glamourizaram o sapato e passaram a vendê-lo para a classe média catalã. O negócio deu certo, e a família começou a levar as “novas” espadrilles para feiras de moda na França.

Numa dessas feiras, na década de 1970, conheceram Yves Saint-Laurent, que encomendou um modelo. Nos anos 80, foi a vez de Jean Paul Gaultier. Hoje, eles têm 17 lojas próprias pelo mundo, além de fornecerem para marcas poderosas como Lanvin, Hermès e até Louboutin.

 
Mas é claro que a espadrille contou com outras pessoas para manter-se no páreo fashion por todo esse tempo. JFK usou um par. Salvador Dalí foi fotografado com as suas. Em 1948, a atriz americana Lauren Bacall usou um par no filme Key Largo e popularizou a peça nos EUA. Grace Kelly usou um par com cara de alpargatas no filme Ladrão de Casaca, de 1955. E na década de 80, também nos EUA, Don Johnson, que interpretava Sonny Crocektt na bombada série Miami Vice, também usava as suas. {fonte: blog Santa Rendeira}

Nessa última temporada elas já marcaram presença nas grifes lá fora, como Marc Jacobs, Lanvin, Burberry, YSL, Prada, Christian Louboutin e Valentino. Agora, esses sapatos dominaram as passarelas do Fashion Rio nos desfiles da Maria Bonita Extra, Isabela Capeto, Cavendish e New Order. Elas são mesmo a cara do verão!
E pra enlouquecer a gente, a moda deu novas versões pra esse tipo de sapato, e um mais lindo que o outro! Tem de todo tipo, com ou sem salto, com carinha "hiponga" ou "super glam", lisas, estampadas, peep toe... tem pra todo estilo e gosto!

Modelitos { Espadrilles com salto

 
Modos de usar
 

 Modelitos { Espadrilles "flat"
Modos de usar
 
Vocês viram quantas versões e possibilidades? Eu confesso que eu quero uma anabela bem linda! Já vi na C&A, na Renner, no desfile da Marisa, na Empório Naka... ai tentação! Haja $$$$$... rs... 

Até mais queridonas! Beijos.
Obrigada pela visita!



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